Os secretários municipais e alguns diretores de autarquias reuniram-se no início da noite de ontem para discutir o expediente da prefeitura, com o afastamento do prefeito Antonio Belinati. A reunião, convocada pelo secretário do Governo Sidney de Oliveira, foi realizada a portas fechadas, no gabinete do prefeito.
Oliveira afirmou que o expediente continuará normal. ‘‘O prefeito sempre deu autonomia para os secretários. Vamos continuar trabalhando como se ele estivesse ausente, como acontece durante suas viagens’’, disse. O secretário de governo admitiu que o clima da reunião foi tenso.
Oliveira disse que nenhum secretário mencionou a intenção de deixar o cargo durante a reunião, que terminou às 19h20. Os secretários não tinham certeza de quem iria assumir a prefeitura ontem à noite.
Os secretários que participaram da reunião tinham discurso semelhante ao deixar a prefeitura. A maioria disse que a decisão do juiz é inquestionável e que tem que ser cumprida.
‘‘A decisão é de um juiz competente, honesto e que merece respeito’’, afirmou o secretário de Administração, José Araídes Fernandes. ‘‘O expediente continua sem interrupção. Apenas os assuntos que precisam de autorização do prefeito é que não vão sair’’.
O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), João Batista Bortolotti, afirmou que a decisão do juiz Celso Saito é sábia. Para o secretário de Agricultura, Samir Curi, a decisão é de uma autoridade maior e deve ser respeitada.
O presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), Assad Jannani, disse que ‘‘é uma decisão a ser cumprida’’. O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, também foi breve. ‘‘Vamos continuar trabalhando’’.
O superintendente da Acesf, Marcos Colli, acredita que o prefeito fará falta mas que o secretariado tem autonomia para desenvolver os projetos. O secretário do Planejamento, Fábio Reali, disse que, o melhor apoio ao prefeito neste momento, é que os secretários continuem trabalhando.
Para o diretor-presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Gustavo Santos, o afastamento do prefeito por 120 dias deve prejudicar a administração municipal.

mockup