Secretários pedem verba para emprego
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quinta-feira, 31 de março de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
A adoção de políticas e aquisição de recursos voltadas à geração de empregos são os grandes desafios para os próximos quatro anos nas prefeituras norte-paranaenses. O assunto foi ontem o mais lembrado no primeiro dia do ciclo de palestras profissionalizantes voltadas a secretários, diretores e prefeitos. O evento termina hoje no Centro de Convenções do Hotel Sumatra, com patrocínio da Folha e da Caixa Econômica Federal (CEF), coordenação da consultoria londrinense DRZ e promoção das associações de municípios da região Norte.
Presente ontem à tarde à palestra sobre elaboração de projetos de captação, o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão), Richard Fontana, afirmou que falta hoje à Prefeitura da cidade mais infra-estrutura para investir em novos postos de trabalho. Sobre isso, Fontana listou desde ''terrenos para implantação de indústrias'' até benefícios que poderiam ser concedidos aos empresários, atualmente inviáveis em Goioerê. O secretário não poupou críticas ao Governo Federal, o qual, na opinião dele, não estaria investindo ''adequadamente'' no setor. ''A União se volta muito ao social com ações que incentivam o clientelismo'', criticou.
Para o chefe do setor de Fiscalização da Prefeitura de Cornélio Procópio, Ariovaldo Ferreira, a geração de empregos também deve dominar os projetos de captação de recursos ao Estado e à União, este ano. ''A meta é também incentivarmos empresas locais a buscarem novos parceiros'', comentou Ferreira.
Já em Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho), o secretário de Administração, Vlademir Gerolino, afirma que o problema maior do Executivo é ''acertar as contas deixadas pela última gestão'', além da crônica falta de recursos na área da Saúde. ''Somos de uma região cafeeira e temos diversas empresas se instalando na cidade. Agora é administrar bem o orçamento anual de R$ 16 milhões para evitar problemas'', destacou.
O gerente de Mercado da Caixa em Londrina, Olides Millezi Júnior, aconselhou os municípios a encaminharem projetos de captação a fundo perdido, ao Ministério das Cidades, já que o prazo se encerra no próximo dia 8. Mesmo assim, ele frisou que o governo federal disponibiliza, pela CEF, convênios para projetos voltados a empreendimentos de geração de empregos. ''São juros menores e prazos maiores, depende da necessidade de cada município'', explicou.
Pela manhã, o ex-secretário de Fazenda e Administração de Londrina, Rubens Menolli, falou sobre legislação e modernização da gestão tributária.


