Maringá - A crise no PT de Maringá por causa da distribuição de panfletos contra vereadores está provocando baixas no diretório do partido. Desde o início da semana, dez pessoas da administração municipal, entre elas quatro secretários, deixaram a executiva do PT. O líder do partido na Câmara Municipal, vereador Beto Brescansin renunciou à liderança e deixou o diretório. Em seu lugar, na liderança do Legislativo, assumiu a vereadora Silvana Alves (PT). A atitude dos secretários segue uma orientação do próprio prefeito José Claúdio Pereira Neto (PT) que pediu para ocupantes de cargos de confiança deixarem o diretório municipal.
Segundo o presidente do PT municipal, Claudemir Romancini, o partido vai tentar que os diretores mudem de idéia. ‘‘Vejo esta crise como um salto positivo porque pela primeira vez o partido, o prefeito e o Legislativo se conflitam e agora o espaço está aberto para discussões prévias, principalmente com relação a projetos polêmicos’’, disse Romancini.
A crise começou na semana passada quando o diretório do PT distribuiu 5 mil panfletos criticando a posição de 12 vereadores que derrubaram o veto do prefeito em um projeto de criação do Conselho Municipal de Transportes. Por causa do panfleto, os vereadores entraram com uma representação criminal contra o PT. Assessores municipais alegam que o prefeito não tinha conhecimento do teor do panfleto.
A situação colocou fim ao relacionamento harmônico entre Executivo e Legislativo. Vereadores de outros partidos disseram que vão boicotar projetos do Executivo. Enquanto isso, o PT promete que não vai mudar sua postura e pretende distribuir panfletos citando nominalmente os vereadores que deixarem de votar projetos de interesse da comunidade.

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