Apesar dos diferentes partidos à frente de seis secretarias e empresas municipais, fruto dos apoios ao prefeito reeleito Nedson Micheleti (PT) nas eleições de 2004, os discursos dos representantes das siglas estão afinados com os da administração. Dos 23 nomeados para o primeiro escalão, quatro são filiados ao PT, dois ao PL, um ao PC do B, um ao PMDB e outros dois foram indicados pelo PTB e pelo ex-prefeito Wilson Moreira (PSDB).
''Já começou bem (o segundo governo de Nedson), aumentando o arco de alianças, o que abre a perspectiva de participação de muitas forças, de agentes da cidade. Isso é muito salutar. Era o que estava faltando no primeiro mandato'', avaliou o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), o peemedebista Luiz Figueira de Mello. ''O PMDB tirou uma resolução de que a indicação não seria do PMDB, embora apoiasse a indicação da deputada Elza Correia (PMDB). O PMDB está no governo Nedson sim. Estamos atuando com atitudes propositivas, atuando ativamente do governo.''
O secretário municipal do Ambiente, Cleidival Fruzeri, indicado pelo PTB, acredita que a sintonia entre os partidos e a administração tende a melhorar. ''Acho que vamos nos afinar cada vez mais. A secretaria não tem uma visão política, mas estamos visando uma boa administração, pensando em Londrina independente de ser PT ou PTB.''
''Acho que na primeira gestão ele fez bastante coisa principalmente na área social, no cuidado à infância, proteção à família, na geração de empregos. Considerando as condições que ele pegou a prefeitura, fez um trabalho excelente e esperamos agora dar continuidade a este trabalho e ampliar tudo o que foi feito. Agora temos uma gestão mais estruturada em função do trabalho do primeiro governo'', defendeu o presidente do PC do B de Londrina -partido coligado ao PT na eleição majoritária -, Sinival Osório Pitaguari, que assumiu o cargo de controlador geral do município.
Pitaguari defendeu que as indicações partidárias tiveram uma ''preocupação técnica''. ''Ele (Nedson) procurou sempre unir a questão técnica com a questão política. Nenhum secretário é só técnico. Se fosse só cargo técnico a gente faria concurso, mas ninguém é só político. Na questão política, pelo fato de eu ser presidente do PC do B, estar comprometido com o programa de governo, ter apoiado ele não só no primeiro mandato como agora, e a questão técnica por ser professor de economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL)'', afirmou.
O novo superintendente da Acesf, Osvaldo Moreira Neto (PL), acredita que a relação do seu partido com o PT de Nedson será a melhor possível. ''Creio que continuará assim. O PL foi parceiro de primeira hora do Nedson e estamos tendo um bom relacionamento'', afirmou, se referindo à coligação com o PT nas eleições majoritária e proporcional de 2004.
Dos 24 cargos de primeiro escalão, somente ainda não foi indicado o sucessor de Eva de Lima Passini, na Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml).

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