Reuniões realizadas entre secretários municipais e representantes dos servidores municipais marcaram os dois últimos dias que antecederam a assembléia dos servidores municipais de Londrina de ontem à noite (ver matéria nesta página). A ameaça de greve por parte dos trabalhadores municipais, que reivindicam reposição salarial de 21%, preocupou membros do alto escalão do governo Nedson Micheleti (PT). Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, a medida foi para intimidar os profissionais que atuam na prefeitura e demais órgãos municipais.
De acordo como secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, os secretários conversaram com os servidores com o objetivo de informar sobre a real situação econômica da prefeitura. ''De forma alguma tomaríamos alguma atitude que fosse gerar pressão sobre o indicativo de greve'', garantiu Dias. Ele afirmou que o orçamento da prefeitura impede o reajuste solicitado. ''No ano passado tivemos uma arrecadação menor do que a prevista e para este ano a previsão é de que vamos arrecadar o mesmo que o ano passado'', justificou. Dias contabilizou que os cofres da prefeitura deixaram de receber R$ 30 milhões do valor previsto no orçamento. Conforme ele, se a prefeitura acatasse a reposição de 21%, precisaria arcar com mais R$ 44 milhões de folha de pagamento.
Dias observou que a prefeitura continua negociando com o sindicato. ''Acatamos sete itens entre os 28 que compõem a campanha salarial de 2005'', contabilizou. Ele acrescentou ainda que a disputa judicial sobre o pagamento do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) prejudica possíveis reajustes.
A secretária municipal de Educação, Carmem Sposti, se reuniu com diretores, supervisores e alguns professores anteontem. ''Quis prestar esclarecimentos para que eles fossem para a assembléia mais esclarecidos com relação à disponibilidade do município'', explicou. A secretária disse que se a prefeitura fosse pagar a promoção por merecimento mais a reposição, a folha de pagamento ficaria ''impagável''. ''Alguns saíram falando que a gente estava tentando fazer com que eles não fossem para a assembléia, mas não é nada disso'', defendeu. (F.B.)

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