Secretários fazem jogo de empurra em audiência
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A juíza da 3Vara Criminal, Oneide Negrão de Freitas, ouviu ontem sete testemunhas de acusação no processo em que são rés três pessoas acusadas de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e corrupção para desviar recursos da Prefeitura de Londrina por meio do Instituto Gálatas, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que executava contrato de quase R$ 7 milhões na área da saúde. São réus o presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde, o funcionário público Gustavo Politi, e o comerciante Alexandro Ascenção. Por questões técnicas, o processo foi desmembrado do processo principal, em que figuravam no polo passivo 15 pessoas. Um terceiro processo foi formado para o mecânico Marco Aurélio Araújo.
O três réus, que têm empresas, teriam fornecido notas fiscais falsas para que o Gálatas justificasse gastos que efetivamente não fez. Assim, conseguiria liberação de recursos do contrato com a Prefeitura. Valverde, dono da BV Consultoria, negou que tenha fornecido tais notas. ''Isso é uma acusação e vou provar que não houve isso.''
Foram ouvidos ontem os secretários municipais de Governo, Marco Cito, e de Saúde, Ana Olympia Dornellas, o ex-secretário de Saúde, Agajan Der Bedrossian, a ex-secretária do Instituto Atlântico, Daniela Rodrigues, o diretor financeiro da Secretaria de Saúde, João Carlos Perez, e dois membros do Conselho Municipal de Saúde, o médico José Luiz de Camargo e a líder comunitária Satie Miyamoto.
Os seis disseram que apenas reiteraram o que já haviam declarado à juíza na audiência do processo principal. Para o promotor Cláudio Esteves, que acompanhou a audiência, ainda não foi possível identificar o responsável pela contratação do Instituto Gálatas. Marco Cito, que respondia pela secretaria de Gestão Pública, diz que a responsabilidade era da Secretaria de Saúde; e o ex-secretário de Saúde diz que o responsável era Marco Cito. O prefeito Barbosa Neto, por sua vez, tem afirmado que esta foi uma decisão do Conselho Municipal de Saúde, embora este órgão não seja deliberativo.
''Temos uma divergência entre dois então secretários. Cada qual diz que a decisão foi do outro e, portanto, não há uma clareza a esse respeito. É um fato importante, definitivo para o processo e talvez tenhamos que tomar medidas ao longo do processo para elucidar esta situação'', avaliou Cláudio Esteves.
Também são réus no caso Gálatas o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, os diretores do instituto, Sílvio Luz e Gláucia Chiaria, os ex-conselheiros de Saúde, Joel Tadeu Correa, e Marcos Ratto.


