Curitiba - Secretários de Estado e presidentes de autarquias terão 20 dias para realizar pelo menos 20 grandes reuniões com comissionados do interior do Estado. A decisão foi tomada anteontem à noite, numa reunião sigilosa ocorrida no Palácio Iguaçu. Os secretários, presidentes de autarquias e deputados convidados foram unânimes no que se refere à ausência de uma articulação política de governo que integre as secretarias e crie uma divulgação de todos os atos e programas em execução do governo Roberto Requião (PMDB).
A preocupação veio tarde, em ano pré-eleitoral. Mas os secretários acreditam que ainda há tempo para reverter o quadro atual e criar um clima favorável com vistas à reeleição do governador. ''Foi uma reunião de governo. A principal discussão ficou em torno da necessidade de uma integração entre todas as secretarias e autarquias, principalmente, no interior do Estado'', confidenciou um dos secretários que estavam presentes no encontro. Nenhum dos secretários procurados pôde se identificar na reportagem, até porque foi feito um pacto de silêncio.
As viagens começam imediatamente. Todos os secretários que forem lançar programas ou obras terão que agendar reuniões com os comissionados (diretores de Ciretrans, regionais de saúde, núcleos de educação, regionais ambientais, comando de polícias civil e militar, agências de rendas) e criar fatos que tornem os atos praticados conhecidos da população local. ''Existem dois grandes problemas dentro do governo: falta articulação política e divulgação dos atos de governo'', alertou outro secretário procurado.
As dificuldades esbarrariam em duas Secretarias: Comunicação da Casa Civil. Para resolver o problema, foi sugerida a criação de uma Secretaria de Estado de Governo, que faria a ponte entre as regionais do interior, deputados estaduais e secretários de Estado. A secretaria seria responsável pela chamada ''parte chata e burocrática'': nomeação de cargos no interior, filiação de novos vereadores e prefeitos, comunicação de visitas e reuniões para deputados e secretários no interior do Estado.
Para que a secretaria tivesse fôlego, Quintana sairia mesmo da Casa Civil e seria conduzido para um cargo no Tribunal de Contas (TC). O conselheiro Rafael Iatauro, que estaria para se aposentar, seria o novo chefe da Casa Civil. Para o cargo na nova secretaria, seria conduzido um deputado. Entre os nomes ventilados na reunião estariam o próprio Vanderlei Iensen (que atualmente é chefe de Gabinete), o deputado Alexandre Khury e o deputado Ademir Bier (que é suplente e deixa em seis meses o cargo na Assembléia Legislativa). As mudanças seriam anunciadas na semana que vem, junto com o nome do novo secretário de Indústria e Comércio (entre os nomes cogitados estão os dos empresários Francisco Simeão, Flávio Martinez, Jefferson Nogarolli e Pedro Joanir Zonta).

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