Secretários assinam 'contratos de gestão'
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segunda-feira, 09 de abril de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Promessa de campanha do governador Beto Richa (PSDB), os contratos de gestão para este ano foram assinados ontem por sua equipe de secretários estaduais. Os documentos estabelecem metas a serem cumpridas por todas as áreas e abrangem 194 projetos e 299 metas, em cinco áreas definidas como estratégicas. O governo promete que, nas próximas semanas, será lançado um portal na internet especificamente para que seja possível acompanhar o andamento de cada contrato de gestão. Haverá, também, relatórios a cada quatro meses, sobre os trabalhos realizados pelos secretários.
A iniciativa do governador é justificada pela busca de um ''profissionalismo na gestão pública'', na tentativa de utilizar melhor os recursos arrecadados. Destacada durante a assinatura dos contratos, a área social, comandada por sua mulher, Fernanda Richa, deverá receber uma maior atenção. ''Depois de um primeiro ano de contenção de gastos, neste segundo momento temos como meta aumentar investimentos, sobretudo na área social'', afirmou o governador.
Ontem, as metas foram anunciadas de forma mais geral (o detalhamento deverá constar no acompanhamento online que está para ser lançado) e incluem R$ 106 milhões para melhorar estradas estaduais; proteção a 5 mil famílias carentes, por meio do programa Família Paranaense; 60 hospitais integrados ao programa Mãe Paranaense (para reduzir mortes de gestantes e recem-nascidos); instalação de 26 delegacias cidadãs e 150 módulos móveis da Polícia Militar, além de R$ 6 bilhões em novos investimentos de empresas (novos negócios ou ampliações) que devem ser captados pelo programa Paraná Competitivo.
No ano passado, ao invés dos contratos de gestão, Beto optou por formalizar termos de compromisso, que basicamente previa que todas as áreas deveriam reduzir 15% nos gastos de custeio. O resultado alcançado foi de 19,46%. Até dezembro deste ano, Beto cobra que haja mais economia, de outros 15%, o que, segundo cálculos do governo, pode chegar a R$ 100 milhões a menos a serem gastos pela administração pública.


