Secretário vai à CEI e nega esquema de aditivos O secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, prestou depoimento ontem à tarde à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga o caso AMA–Comurb. Righi foi citado no depoimento do ex-diretor-administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, que acusou a existência de um esquema de desvio de dinheiro público na secretaria por meio de aditivos financeiros, solicitados durante a execução de obras da prefeitura. O secretário de Obras negou que exista qualquer esquema dentro da secretaria e que os aditivos em contratos são realizados segundo o artigo 65, parágrafo 1, da Lei de Licitações. O artigo prevê acréscimo de custo de até 25% para obra nova e 50% para reforma. ‘‘O aditivo é uma regra prevista na lei’’, salientou. José Righi disse ainda que para um aditivo ser aprovado, é necessário a autorização de engenheiros, do próprio secretário, e também da Procuradoria Jurídica do Município e das secretarias de Governo e de Administração. ‘‘Todo o serviço contratado foi realizado. Questionar isso é colocar em dúvida o moral de 14 engenheiros que fazem a fiscalização das obras’’, destacou. Ele acrescentou que das 180 obras realizadas durante a administração, cerca de 30% receberam aditivos financeiros. No depoimento à CEI, Eduardo Alonso também declarou que Righi teria participado de uma reunião com o prefeito Antonio Belinati (PFL), quando foi informado de que as secretarias deveriam seguir as orientações do ex-secretário de Governo, Gino Azzolini Neto. ‘‘Eu o desafio a provar que houve essa reunião’’, respondeu Righi. (L.H.)

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