Secretário vai à Câmara discutir orçamento 2001
O secretário de Planejamento de Londrina, Fábio Reali, vai à Câmara na próxima quinta-feira para debater com vereadores e com a sociedade a proposta orçamentária do município para 2001. Queremos esclarecer algumas polêmicas, como a receita corrente e receita líquida. Alguns não consideram as verbas do SUS e do Fundef como receita corrente. Mas a Lei Fiscal é clara, afirmou. De acordo com o secretário, essas verbas devem ser incluídas no orçamento mas podem ser gastas com o funcionalismo, por ser verba carimbada.
A prefeitura tem uma projeção orçamentária para 2001 de R$ 420 milhões, incluindo administração direta e indireta. Segundo Reali, houve um corte de R$ 100 milhões nessa projeção para adequar as contas à LRF. O secretário disse ainda que a arrecadação direta projetada para 2001 é de R$ 170 milhões. À medida em que a prefeitura recuperar sua credibilidade essa arrrecadação pode subir, disse Reali, analisando os escândalos de corrupção que afugentaram os contribuintes londrinenses. O secretário disse ainda que a previsão de gastos com funcionalismo é de 45,84%, contra os 54% previstos pela LRF.
O secretário definiu a audiência sobre o orçamento com o presidente da Câmara, Flávio Vedoato (PL), que se mostra interessado em reduzir os gastos do Legislativo. Vedoato disse que o salário dos vereadores poderá ser reduzido no ano que vem para R$ 3.500 brutos, R$ 1 mil a menos que os vencimentos atuais. Segundo ele essa redução poderá ocorrer se Londrina não atingir 500 mil habitantes na contagem populacional feita pelo IBGE, como prevê a emenda constitucional número 25. Vedoato também defende a proposta de pagar quatro assessores com a verba de R$ 2.800 que cada um tem direito para manter dois funcionários. Segundo ele, atualmente os gastos de gabinete não ultrapassam 2,8% do orçamento total da Câmara, de R$ 650 mil neste ano. (L.R.)





