Curitiba - O secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, reuniu-se ontem no final do dia com deputados da base de apoio ao governador Roberto Requião (PMDB) para apresentar o impacto que o aumento dos salários dos professores terá na folha de pagamento do Estado. O objetivo é evitar um racha na bancada governista durante a apreciação do veto de Requião ao artigo que prevê que os salários dos professores sejam reajustados retroativamente, tendo como base o mês de fevereiro.
A previsão do líder do governo na Assembléia, Natálio Stica (PT), é que o veto seja apreciado amanhã, mas tudo vai depender de uma negociação entre governo e deputados. Como este ano serão realizadas as eleições municipais, muitos deputados temem o ônus político de não conceder o aumento a uma das categorias mais numerosas do serviço público do Estado.
O principal argumento do governo do Estado para evitar que os deputados derrubem o veto é o perigo dos gastos com a folha do funcionalismo público ultrapassarem os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo Stica, não há possibilidade de se conceder o aumento sem que o Estado seja penalizado por infringir a LRF. ''Pelos cálculos iniciais, o impacto na folha de pagamento seria de R$ 21 milhões mensais. Os cálculos foram refeitos e foi apurado que na verdade o aumento de gastos será da ordem de R$ 30 milhões'', afirmou o deputado.

mockup