Secretário rebate acusação e ataca serventuário
Rodrigo Barrozo insinuou ainda que o secretário Caíto Quintana cuja família detém um cartório no município de Planalto (106 km a oeste de Francisco Beltrão) , também seria outro beneficiado com a troca de serventias. Caíto estaria interessado em um cartório de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, tão rentável como se fosse em Curitiba. Outro parlamentar criticado pelo titular do 2º Ofício de Protestos foi Nelson Justus (PFL), que foi o relator do CODJ e teria negociado um cartório em Curitiba.
Procurado pela Folha, Caíto também classificou as acusações como parte de uma estratégia de marketing para tentar derrubar a lei sancionada no Paraná. ''Essa é a ponta de um iceberg. Eles querem anular a lei dizendo que estão defendendo um suposto interesse do cidadão. Na verdade, o que o Rodrigo (Barrozo) quer é defender a si próprio'', pontuou o secretário. Justus negou que tenha interesse em participar de concurso para ser serventuário da Justiça. ''Isso é uma bobagem, uma provocação que fica por conta da juventude dele (Barrozo). Eu não vou entrar na concorrência. Não tenho o menor interesse'', afirmou.
A assessoria do Tribunal de Justiça informou ontem que não existe dada para abertura da concorrência pública para os cartórios do Paraná. Tudo dependeria de crédito complementar no valor de R$ 31 mil. (L.P.)





