Secretário quer privatizar o autódromo
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quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Londrina 
Entre as propostas de reforma administrativa na Prefeitura de Londrina já definidas pelo secretário geral, Gino Azzolini Neto, estão a privatização do Autódromo Internacional de Londrina, a busca de financiamento junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para a implantação do Plano de Demissões Voluntárias (PDV), a fusão e a extinção de secretarias e autarquias, a volta da jornada de sete horas de trabalho na prefeitura, além da implantação de uma Central de Atendimento à População.
O secretário explica, porém, que as propostas ainda terão de ser aprovadas pelo prefeito Antonio Belinati (PDT), mas que elas estão sendo avaliadas com a participação do secretariado municipal e com sugestões do funcionalismo. Azzolini tem visitado vários setores da administração, acompanhado de representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para conhecer a realidade de cada área. Segundo ele, o projeto completo da reforma será encaminhado ao prefeito na primeira quinzena de outubro e, além do aval de Belinati, depende de aprovação da Câmara de Vereadores.
Nossa missão é definir o real papel da prefeitura. Por que o poder público tem que gerenciar um autódromo? Que venham empresas da cidade e de fora para melhor cuidar disso. Não é nosso papel. Assim como não é nossa função fazer caixão, explica o secretário, que também prega a desativação da marcenaria da Acesf. Ele diz ter detectado nas secretarias um paralelismo de ações que deve ser evitado, como por exemplo, a entrega de cestas básicas tanto pela secretaria de Ação Social como pelo Provopar.
Sobre o PDV, ele adianta que é uma forma de equilibrar o número de funcionários municipais. A prefeitura emprega cerca de 10 mil pessoas entre administração direta, indireta, frentes de trabalho e serviços terceirizados. Não precisa visitar tudo para saber que tem gente demais, garante.
O secretário geral também propõe a informatização geral na prefeitura. Em termos de informática, ainda estamos na idade das cavernas, brinca. Segundo ele, já foi publicado um edital de licitação de R$ 4 milhões para a compra de equipamentos. Ele pretende ainda propor treinamento dos servidores tanto para lidar com a informática como para atender melhor o público. Temos que primar pela qualidade no serviço público. Queremos que a prefeitura de Londrina ofereça o melhor do Brasil.
Azzolini Neto reconhece, porém, que só a reforma não é a salvação para combater o déficit da prefeitura. Hoje a arrecadação é insuficiente para atender a demanda. Só a folha de pagamento consome R$ 8 milhões. A reforma sai com a perspectiva de aumento da arrecadação para 98.
Ele assumiu o cargo no início de agosto, com a incumbência de pôr em prática a reforma administrativa. Ele já trabalhou no poder público e na iniciativa privada e pretende melhorar a gerência e a qualidade de trabalho na prefeitura. Na semana passada, o prefeito baixou um decreto dando amplos poderes ao secretário geral. A Secretaria de Administração só põe obra ou serviço em licitação depois da aprovação de Azzolini. (P.Z.)


