Secretário quer depor na CPMI
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terça-feira, 19 de abril de 2005
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, não ingressará, pelo menos por enquanto, com ação judicial contra o tenente-coronel Valdir Copetti Neves. O secretário afirmou, ontem, que considera que as acusações feitas pelo policial militar não passam de ''bobagens''. Ele pretende primeiro ter acesso ao dossiê citado por Copetti e, caso encontre informações que coloquem sua vida em cheque, aí sim recorrerá à Justiça.
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra, na segunda-feira, Copetti acusou o secretário de ter participação na cobrança de uma espécie de ''pedágio'' nos acampamentos de sem-terra. O dinheiro seria repassado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) para dar suporte a novas ocupações. ''Essas acusações são estapafúrdias, inverídicas e caluniosas'', disse. Padre Roque fez questão de frisar, ainda, que nunca viu o MST cobrar pedágios nos assentamentos. ''Se isso acontecesse eu seria contra porque não acho uma boa política repassar recursos federais, públicos'', afirmou.
Ele ressaltou, ainda, que faz questão de ir à Brasília para prestar depoimento à CPMI, não apenas para rebater as acusações feitas, como também para relatar tudo o que tem conhecimento sobre a luta pela terra no Paraná, desde 1988, quando chegou ao Estado. ''Tenho vontade de falar um bocado de coisas'', disse.
O secretário não negou que as relações entre ambos sempre foram conflituosas, uma vez que ele sempre defendeu a reforma agrária, enquanto o tenente coronel realizava despejos a mando do governo Jaime Lerner. Afirmou, ainda, que sempre colaborou financeiramente com o MST. ''Mas sempre com dinheiro do meu bolso.''


