Secretário
prefere manter
o silêncio
O secretário Cândido Martins não quis comentar ontem o seu afastamento do governo. ‘‘Só falo depois de transmitir o cargo ao meu sucessor. Antes disso não tenho declaração alguma a fazer. Deus e todo mundo está me ligando, mas eu não falo sob hipótese alguma’’, assinalou ele em entrevista à Folha, minutos depois do pronunciamento de Lerner, no Palácio Iguaçu, às 18 horas.
Cândido Martins não quis nem assumir a tese de que foi da sua iniciativa o pedido de demissão. Muito menos comentar se vai aceitar ou não a oferta de assumir diretoria do Paraná no BRDE. ‘‘Não tem papo sobre isso’’, reforçou o secretário, que hoje, pela manhã, tem reunião agendada com Lerner e José Tavares no Palácio Iguaçu. A transmissão deverá ocorrer nesta semana.
O secretário acompanhou as movimentações pré-anúncio durante o dia, no Palácio Iguaçu. Teve acesso antecipado inclusive à nota oficial distribuída pelo governo, onde Lerner tece altos elogios à sua conduta profissional, desautorizando a associação do secretário à rede de narcotráfico e crime organizado desvendada pela CPI durante a sua curta estada em Curitiba.
‘‘Cândido Martins de Oliveira é um grande quadro na história recente do Paraná. Dono de longa e honrada trajetória, que o credencia a elevadas funções, exerceu com grande coragem e determinação o cargo de secretário de Segurança Pública do Paraná ao longo de quase cinco anos, o que lhe impôs pesados sacrifícios pessoais’’, diz a nota. ‘‘O seu pedido de exoneração só faz realçar a retidão do homem público que prefere distanciar-se da arena dos fatos de modo a assegurar a necessária serenidade na sua análise’’, emenda. (L.D)

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