Curitiba - O secretário de Estado de Obras Públicas, Luiz Caron, foi expulso sumariamente ontem do seu partido, o PPS, por ter participado, sábado, da caminhada em favor de Ângelo Vanhoni (PT), candidato à Prefeitura de Curitiba. A caminhada foi na Rua XV de Novembro e contou com a participação do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, do governador Roberto Requião (PMDB), e de vários secretários de Estado.
O problema é que o PPS tem candidato próprio a prefeito: Rubens Bueno. E a executiva do partido entendeu que a participação de Caron que aconteceu por pedido expresso de Requião foi uma afronta ao PPS. O presidente municipal do PPS, deputado estadual Marcos Isfer, disse que já existiam outras denúncias contra Caron, que não estaria apoiando diversos candidatos do partido no Interior.
Hélio Virbiski, coordenador da campanha de Bueno, declarou no site de notícias do candidato, que o PPS não quer ''Judas dessa natureza''.
Caron se defendeu através de nota oficial. O secretário afirmou que não foi ouvido nem comunicado oficialmente da expulsão. ''Fui finalmente atingido pela metralhadora giratória do candidato Rubens Bueno. Fiz uma opção política pela coerência, com base em minha consciência e minha história de vida'', diz o início da nota.
''Como homem público, não posso apenas por uma questão corporativa, dar aval a uma aventura personalista e que não é definitivamente o resultado do entendimento democrático das bases do partido que, de há muito, passou a ser um instrumento exclusivo de sustentação de vaidades e da contumaz prática autoritária'', afirma Caron.

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