O secretário do Meio Ambiente, José Novaes Faraco, pediu ontem, durante reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), a abertura de assembleia extraordinária para a exclusão de seis conselheiros. O pedido não foi aceito pelo conselho.
A reunião foi convocada para cobrar explicações do prefeito Barbosa Neto (PDT) sobre as ''revelações bombásticas'' na área do lixo em Londrina foi tensa e virou uma troca de acusações entre Executivo - representado pelo secretário - e os conselheiros presentes na reunião.
A confusão começou quando o secretário fez uma exposição citando nominalmente os representantes do Consemma que teriam algum vínculo com empresas na área ambiental na cidade. Segundo Faraco, esses conselheiros usariam o Consemma para beneficiar essas empresas. O secretário não apresentou, no entanto, nenhuma prova concreta de crime cometido pelos conselheiros. Vários representantes que estavam no local afirmaram que iriam processar o secretário e o prefeito Barbosa Neto, afirmando também que pediriam a exoneração de Faraco da pasta.
Faraco afirmou, após a reunião, que estava representando o prefeito, e que fez um pedido que nem foi discutido pelo Consemma. ''Eles somente fizeram ofensas pessoais que não levam a nada, nem discutiram meu pedido de assembleia extraordinária.''
O presidente do Conselho, Fernando Barros, afirmou que o secretário quis tirar de foco os problemas do lixo que são responsabilidade da Prefeitura, e por isso criou aquele ''circo''. ''Ele (Faraco) está me acusando, e acusando pessoas, que não recebem nada para atuar nesse conselho, e só cita nomes de pessoas que ele tem interesse em derrubar. É uma perseguição pessoal'', salientou.
O secretário se defendeu das acusações e afirmou que as pessoas que ele acusou terão oportunidade de se defenderem no MP, e que ''a máfia do lixo que atrapalhar a área na cidade vai ser investigada''.

mockup