Secretário não quis discutir mérito dos contratos
Curitiba - O secretário da Indústria e Comércio, Ramiro Wahrhaftig, disse ontem que a vinda da Renault foi o marco do maior processo de expansão industrial já vivido pelo Paraná. Ele não quis falar sobre os protocolos e nem discutir o mérito dos contratos com as montadoras.
Segundo o secretário, todo o processo de negociação com a empresa francesa está à disposição da população. ''A atração da Renault obedeceu a estratégia do governo do Estado para transformar a economia paranaense, ampliar sua competitividade e capacitá-la à gerar emprego e renda para a população. A atração da montadora deve, por isso, ser analisada pelo foco da política de oportunidade'', afirmou.
Ele enfatizou ainda que a estratégia de industrialização adotada pelo governo Lerner envolveu a melhoria da infra-estrutura do Estado, que não beneficia apenas as novas indústrias, mas toda a população.
''Este programa sempre esteve à disposição de qualquer empresa, seja nacional ou estrangeira. Para se enquadrar no programa é necessário que se crie novos empregos. Quase 60% dos novos empreendimentos são de capital nacional'', esclarece o secretário.
O secretário explicou ainda que, dada a importância da montadora na estratégia de industrialização, o governo firmou com a montadora um acordo, pelo qual o Fundo de Desenvolvimento do Estado participaria com 40% do investimento total na fábrica de veículos, que era de R$ 1 bilhão.''Isso acabou não ocorrendo. Em 1998 a Renault comunicou ao governo sua plena condição de concluir o investimento sozinha. A parte aplicada pelo governo ficou congelada em R$ 140 milhões'', afirmou Wahrhaftig.
A montadora Renault informou, através de sua assessoria de imprensa, que não vai se manifestar sobre o assunto.





