Secretário já foi defensor do Totobola
Curitiba - Luiz Fernando Delazari, que agora acusa de fraude os responsáveis pelo Totobola, em novembro do ano passado chegou a defender a continuidade no Estado não apenas do Totobola mas também da Pimba, Roda da Sorte e Sena do Paraná, todos jogos estaduais.
Na época, Delazari, o governador Roberto Requião (PMDB), o chefe da Casa Civil Caíto Quintana, a ex-procuradora-geral de Justiça Maria Tereza Uille Gomes, o Serlopar e seus diretores respondiam à Ação Popular nº 315/2003, que tramita na 2 Vara da Fazenda Pública. Na ação o advogado Carlos Abrão Celli pede a suspensão dos atos que criaram esses jogos com consequente extinção dos mesmos.
''Eu acho estranho essa posição do governo agora. Há um ano eu digo que esses jogos são ilegais e o governo contestou. Então agora eles estão concordando comigo?'', questiona Celli, que ingressou com a ação popular em maio de 2003. Na ação ele alega que, assim como os bingos, esses jogos também são de azar, ilegais e permitiriam irregularidades, além de configurar favoritismo em nome das empresas contratadas.
A ação também citava as duas empresas responsáveis pelos jogos. A Kolmac Administradora de Eventos Ltda., responsável pelo Totobola; e Gtech do Brasil Ltda., responsável pela Pimba, Roda da Sorte e Sena. Atualmente, o Totobola era o único jogo estadual existente. O Tribingo e Videoloteria foram extintos em abril e o Pimba, Roda da Sorte e Sena em outubro do ano passado.
A contestação à ação, feita em conjunto em nome de Requião, Delazari e Quintana, alega que a criação dos jogos não foi lesiva à população. ''...um ato que não tenha acarretado dano ao patrimônio público não pode ser atacado por meio de ação popular'', cita a contestação, que baseou-se no princípio de que não houve dano ao patrimônio público e que, portanto, não cabe às exigências para o ingresso de ação popular. (M.G.)





