O secretário especial de Chefia de Gabinete do Estado, Gerson Guelmann, reafirmou desconhecer qualquer grampo em gabinetes de secretários ou em comitês políticos. Ele disse que aguarda a apresentação do cabo Luiz Antonio Jordão para esclarecer os fatos e sugeriu uma acareação entre ele, o advogado criminalista Peter Amaro de Souza e o cabo Jordão. ‘‘Não tem nada a ver o grampo da (ex-secretária de Administração) Maria Elisa e o da (empresa) Ocidental. É um absurdo se pensar que o grampo de uma secretária foi feito internamente, por alguém do próprio Palácio Iguaçu.’’
Guelmann confirmou que o técnico Gilberto Maria Gonçalves era funcionário da chefia de gabinete. Ele não era concursado e prestava serviços de telefonia para todo o Palácio. ‘‘Ele tinha um cargo de confiança porque era um homem de confiança.’’ Ele negou qualquer tipo de espionagem em campanha. ‘‘Nas campanhas, ele prestava serviços nos comitês. Não fazia escutas’’, declarou.
O secretário lamentou o envolvimento de Gonçalves em espionagem comercial, no caso da Ocidental. ‘‘Ele foi exonerado do cargo por causa disto. Não sabíamos que ele fazia isso fora do Palácio Iguaçu. Este tipo de atividade dele nada tem a ver com as atividades de governo’’, afirmou. Ele lamentou que o assunto esteja ganhando conotação política. ‘‘É um fato político que estão tentando criar. Ninguém vai lançar denúncias sobre minha pessoa e passar impune.’’
O ex-secretário do Esporte e Turismo Ney Leprevost declarou ontem que suspeitava da existência de escutas telefônicas em seu gabinete. ‘‘Eram boatos, não tenho provas’’, disse. A assessoria de imprensa da primeira-dama Fani Lerner informou que ela não vai se pronunciar sobre o assunto. (Colaboraram Luciana Pombo e Maria Duarte)

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