Preocupado com reflexos financeiros no mercado, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, afirmou ontem que ‘‘o saneamento do Banestado vai fazer com que o banco possa continuar atuando como a principal instituição financeira dos paranaenses’’. As declarações fazem parte de uma estratégia do governo do Estado para evitar correrias desnecessárias ao banco e manter investidores e clientes.
‘‘Não há risco nenhum para os depositantes’’, tranquilizou. Segundo o secretário, o banco continua operando normalmente, com todas as suas agências, e oferecendo seus produtos. ‘‘A recuperação do banco só depende dos deputados, que certamente serão sensíveis aos argumentos técnicos encaminhados pelo governo’’, apelou. Gionédis voltou a afirmar que será necessária a injeção de R$ 4,1 bilhões do governo federal para recuperar a saúde do Banestado. ‘‘Seis vezes menos que os R$ 24 bilhões que o Banco Central vai injetar no Banespa, de São Paulo’’, comparou.
Gionédis lembrou ainda que no acordo a ser firmado com o BC está prevista a concentração de R$ 100 milhões numa agência de fomento, a Agência de Desenvolvimento do Paraná S/A, para emprestar recursos a pequenos e médios empresários ‘‘com juros inferiores às taxas praticadas hoje pelo mercado bancário’’. (L.D)

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