Curitiba - As 195 ambulâncias que estão paradas há pelo menos três meses no pátio da Central de Medicamentos do governo do Paraná, em Curitiba, devem ser entregues na próxima segunda-feira. A garantia é do secretário de Estado da Saúde, Claudio Xavier. As ambulâncias estão sendo disponibilizadas pela Secretaria da Saúde para os municípios mais carentes do Paraná. A distribuição, se confirmada, acontece dois dias antes do período em que a Justiça Eleitoral passa a proibir o repasse de recursos do Estado para os municípios em função da legislação eleitoral. O governador Roberto Requião (PMDB) declarou ontem que a demora se deu em função de problemas com a responsabilidade de eventuais multas trânsito contra os veículos.
Segundo o governador, o repasse ainda não foi feito porque ''precisamos mudar a forma como as multas vinham sendo tratadas''. O Estado era proprietário, as prefeituras ou entidades usavam e ninguém assumia as multas, que caíam todas na conta do governo, que também não pagava. ''Isso provocava um desprezo completo pelas ordenações do trânsito, os motoristas não davam nenhuma importância para a legislação do trânsito, porque afinal de contas essa multa caía no fundo perdido'', explicou o governador. Do total de ambulâncias, 60 irão para estruturas de saúde e 135 para os municípios (prefeituras).
O anúncio da entrega das ambulâncias foi feito por Xavier antes da prestação de contas de 2003 da área de saúde em audiência pública, realizada ontem na Assembléia Legislativa. O secretário da Saúde fez a prestação de contas porque a Comissão Permanente de Fiscalização da Assembléia enviou na semana passada, ao governador, um ofício no qual aponta ''a existência de lacuna considerável nos sistemas de informação da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, especialmente no que se refere à transparência da utilização dos repasses dos recursos federais para o Estado''.
Xavier informou que houve um aumento de 62% nos investimentos em saúde no ano passado em comparação com 2002 (governo Jaime Lerner). Os investimentos passaram de R$ 194,48 milhões em 2002 para R$ 314,31 milhões em 2003. Desse total, R$ 253 milhões estavam previstos no orçamento e o restante foi acrescentado para ações prioritárias, como a compra de medicamentos.

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