Secretário fica mas vai fazer campanha
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segunda-feira, 12 de julho de 2004
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Estado da Educação, Maurício Requião, irmão do governador Roberto Requião (PMDB), não vai se licenciar da pasta para coordenar a campanha de Ângelo Vanhoni (PT) para prefeito de Curitiba, como vinha sendo cogitado nas últimas semanas.
Na tarde de ontem, durante a posse de Vanderlei Iensen (PMDB) como secretário-chefe de gabinete do governador, Maurício disse que não vai deixar a secretaria, e que não atuará como coordenador geral da campanha.
Dentro do comitê da coligação encabeçada pelo PT, Maurício é visto como o mentor da campanha, já que fez grande parte das articulações. Porém, Maurício atuará como uma espécie de coordenador político, sem assumir oficialmente a coordenação geral. O entendimento dentro do comitê é que, dessa forma, Maurício não precisa abrir mão do cargo de secretário.
Maurício, por trabalhar para o Estado, fica impedido de dedicar o expediente a uma campanha. Conforme a legislação eleitoral, por ocupar um cargo público, o secretário teria que se licenciar para poder assumir a função de coordenador. O artigo 73 da Lei 9.504/97, inciso terceiro, proíbe que servidores públicos sejam cedidos ou usem seus serviços para comitês de campanha eleitoral, durante horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado.
Segundo Doático dos Santos, presidente do PMDB de Curitiba, Maurício é o líder do partido em Curitiba, e por isso a sua orientação na campanha é importante. ''O Maurício vai atuar sem a responsabilidade operacional, executiva, de um coordenador. Esta semana vamos definir os coordenadores operacionais'', explicou Doático dos Santos. O governador, que sempre defendeu a aliança entre seu partido e o PT, não quis se envolver na discussão.


