O secretário de Comunicação Social tentou evitar comentários sobre as denúncias de irregularidades na prestação de contas do comitê de campanha da coligação que reelegeu o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), em 2000. De acordo com denúncias, a existência de um suposto caixa 2 aponta que foram omitidos gastos de R$ 29,8 milhões na prestação de contas feita ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O comitê declarou gastos de R$ 2,8 milhões. Se confirmada, a denúncia se configura como crime eleitoral e pode resultar na cassação do prefeito.

Cassio, sempre apontado como um dos nomes mais fortes do PFL à sucessão de Lerner, em tese, representa uma ameaça à pretensão de Greca em obter a indicação do partido para a corrida sucessória.

O secretário fez questão de lembrar que não participou do comitê da campanha na eleição do ano passado. E garantiu que o prefeito não quer concorrer à vaga de Lerner. ''O prefeito já disse que não quer disputar o Executivo quando concorreu à reeleição. Seria um ato de hipocrisia usar Curitiba como um pedestal para uma eleição a governador'' , disse Greca.

O secretário aproveitou a entrevista para defender o financiamento público das campanhas políticas e argumentou que a Justiça Eleitoral precisa ter maior agilidade. (R.H.)

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