O secretário do Esporte e Turismo, Osvaldo Magalhães dos Santos (PFL), foi sepultado ontem em Curitiba. O enterro foi às 11 horas no cemitério Parque Iguaçu e contou com a presença de lideranças políticas e esportivas. Magalhães dos Santos morreu na última segunda-feira num acidente de trânsito quando deslocava-se de Palmeira para Curitiba. A tragédia deixou o governo do Estado de luto. O governador Jaime Lerner (PFL) acompanhou de perto o enterro e o velório do secretário. A cerimônia de sepultamento durou cerca de 15 minutos e reuniu amigos e familiares.
O diretor geral Alberto Lepasque passa a responder oficialmente pela pasta a partir de hoje. O anúncio foi feito ontem por Lerner, em Londrina, no final da tarde. ‘‘A escolha do diretor geral e a manutenção da mesma equipe na Secretaria do Esporte e Turismo é uma forma de homenagem ao Osvaldo’’, declarou ele. ‘‘A competência dessa equipe, já comprovada na organização de eventos e na promoção de atividades esportivas que deram ao Paraná projeção internacional precisa ser mantida’’, justificou o governador.
O corpo de Magalhães dos Santos chegou em Curitiba na noite de segunda-feira, por volta das 18 horas. Foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames e avaliação das lesões sofridas pelo secretário. A reconstituição facial não pode ser feita pelos médicos-legistas. O dentista particular de Magalhães dos Santos foi acionado para fazer reconhecimento da arcada dentária, o que garantiu que o corpo encontrado pela Polícia Militar de Palmeira era o do secretário. Logo em seguida, o caixão foi velado no saguão do Palácio Iguaçu, onde permaneceu lacrado madrugada adentro.
Lerner foi uma das primeiras autoridades a chegar no velório, por volta das 19h30. Em silêncio, o governador abraçou a família do secretário.
AcidenteO motorista João Agenor da Silva, que dirigia o caminhão que colidiu com o carro do secretário Osvaldo Magalhães dos Santos na segunda-feira pela manhã, vai ficar sem a visão do olho esquerdo. O motorista está internado na enfermaria do Hospital Evangélico, em Curitiba, e está sob os cuidados do oftalmologista Hamilton Moreira.
A mulher do motorista, Rosa da Silva, disse à Folha ontem que o marido não sabe ainda que vai perder a visão. ‘‘A equipe médica está tentando recuperar apenas o olho’’, afirmou. Abalada com a morte do secretário, a mulher de Agenor da Silva informou que o caminhão Mercedes Benz era de propriedade da família há 11 meses e não tinha seguro.
A dona-de-casa conta que a família reside há 30 anos em Curitiba e que o marido salvou-se da tragédia em Palmeira porque conseguiu livrar-se rapidamente do cinto de segurança. ‘‘Ele me disse que pulou do caminhão e alguns segundos depois o Mercedes explodiu. Não sei como faremos sem o caminhão, que era o nosso ganha-pão’’, lamentou.
Rosa da Silva ressaltou ainda que, conforme relato feito pelo seu marido, o secretário vinha em alta velocidade pela BR-277. ‘‘Ele podou um ônibus e como a pista estava molhada, rodopiou. O Agenor (da Silva) tentou frear e foi contra um barranco’’, relatou. A mulher do motorista informou que a carga de cal que ia rumo a Toledo, na região Oeste do Paraná, foi destruída.

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