Curitiba - Momentos antes de se reunir com Requião, o secretário Waldyr Pugliesi se mostrou insatisfeito com os trabalhos da CPI do Pedágio. ''Ainda não fiz um estudo aprofundado (das apurações), mas não sei se contribuiu muito'', declarou. Sobre a posição do presidente da comissão, André Vargas (PT), que diz não ter localizado falhas no contrato entre as concessionárias e o poder público, o secretário afirmou que ''essa é a posição deles''. ''A nossa visão sobre o problema é outra''. ''Estamos sendo comedidos, sérios'', completou Pugliesi.
Ele disse que, até ontem, não havia nenhum acordo fechado com as direções das concessionárias. ''Temos números, algumas propostas, mas nada finalizado'', explicou. Nos últimos dias, o governo fez reuniões com a Ecovia, a Caminhos do Paraná e a Econorte. O objetivo seria tentar um corte no valor das tarifas. Pugliesi disse, porém, que algumas concessionárias se mostraram ''insensíveis'', mas não divulgou nomes. O Palácio Iguaçu informou que a melhor das propostas oferecidas pelas concessionárias ''era no mínimo inaceitável''.
André Vargas disse que a CPI criada em abril para funcionar por 120 dias (quatro meses) vai continuar funcionando. ''Tem até o dia 17 de julho para trabalhar. Acabou a primeira fase de depoimentos, mas temos muita documentação para analisar, a CPI ão está encerrada nem nunca esteve'', disse. Vargas afirmou que os deputados que compõem a CPI estão dispostos a ouvir novos depoimentos, inclusive o do juiz José Antonio Savaris, desde que haja fatos novos para serem repassados. (M.D.)

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