CabulO secretário de Estado norte-americano Colin Powell fez ontem uma visita histórica ao Afeganistão, prometendo uma ajuda duradoura dos Estados Unidos. Powell, primeiro secretário de Estado americano que viaja ao Afeganistão desde Henry Kissinger, há mais de 25 anos, fez uma visita relâmpago a Cabul, cercado do severas medidas de segurança enquanto que os aviões norte-americanos continuavam bombardeando várias regiões do país.
Powell chegou à base aérea de Bagram, 50 km ao norte de Cabul, desde Islamabad, num avião de transporte militar. Um helicóptero Chinook o levou em seguida, à baixa altitude, até a capital afegã, escoltado por, pelo menos, três helicópteros de ataque Blackhawk.
Em Cabul, liberada dos talebans há somente dois meses, foi recebido pelo presidente do novo governo interino afegão, Hamid Karzai, que destacou o ‘‘risco’’ que Powell corria fazendo esta visita.
Powell prometeu ao Afeganistão que os Estados Unidos se comprometiam a longo prazo em sua reconstrução, depois de 23 anos de guerra. ‘‘Estaremos com vocês durante esta crise e no futuro’’, afirmou. ‘‘Nós Nos comprometemos a fazer o possível para ajudar nesse período de transição, por um novo Afeganistão onde seja possível viver em paz, em segurança, onde seja possível educar seus filhos e sonhar com um futuro melhor’’, acrescentou, em coletiva à imprensa.
Karzai disse se sentir seguro graças ao apoio americano.
Powell também disse que Washington daria uma contribuição ‘‘significativa’’ na conferência de doadores de Tóquio que vai presidir junto com a União Européia, Arábia Saudita e Japão, nos próximos dias 21 a 22, sem divulgar o montante.
De acordo com as decisões das Nações Unidas, os Estados Unidos, disse Powell, desbloquearão de imediato 220 milhões de dólares de bens afegãos, congelados quando os taleban estavam no poder, para ajudar a evitar a falência do novo governo. É uma ‘‘questão de dias’’, disse.
O dirigentenorte- americano, no final de sua visita a Cabul voltou a Islamabad de onde partiu rápidamente com destino a Nova Delhi. Depois, visitará o Nepal e o Japão.
Cabul afirma que não tem mais que dez milhões de dólares em ativos e que precisa pelo menos de dez vezes mais para pagar os salários atrasados, de mais de seis meses, de 250.000 funcionários públicos.

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