Curitiba - O secretário geral do PMDB-PR, Luiz Cláudio Romanelli, afirmou ontem que o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) estaria por trás das acusações feitas pelo MP federal e que isso seria uma retaliação. O argumento de Romanelli é de que um funcionário da Cohapar chamado José Carlos teria trabalhado no gabinete de Fruet em Brasília e teria acusado o deputado de ficar com parte do salário dos seus funcionários. A denúncia de fato existiu, até então não era atribuída ao funcionário da Cohapar, mas o Ministério Público (MP) federal arquivou o processo por falta de provas. O nome de Fruet é um dos cogitados como adversário do governador Roberto Requião (PMDB) nas próximas eleições.
  Além da retaliação pela denúncia, outro motivo seria o fato de em 2004 o PMDB não ter apoiado a candidatura de Fruet à prefeitura de Curitiba e ter preferido o candidato petista Ângelo Vanhoni. Na época, Fruet era filiado ao PMDB e esse foi o motivo para a sua mudança para o partido tucano.
  Fruet argumentou que a denúncia contra Romanelli e contra as outras quatro pessoas é antiga (de 2003) tornando a tese de retaliação ‘‘totalmente infundada’’. Quanto à denúncia feita contra ele, o deputado informou que já fez uma reclamação à Procuradoria da República para que investigue de onde veio e como foi feita. ‘‘Foi uma denúncia feita irregularmente na Polícia Civil’’, afirmou o deputado ao justificar sua reclamação à Procuradoria. (A.B.)

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