O secretário da Fazenda, Ingo Hubert, admite dificuldades financeiras, mas não crise. O déficit previdenciário do Estado é de R$ 90 milhões – todos os meses. Hubert admitiu que a venda da Copel é a saída para capitalizar o fundo de previdência dos servidores (que já recebeu injeção dos royalties de Itaipu). A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado no ano passado foi de R$ 4,5 bilhões. Hubert define o orçamento como ‘‘tenso’’. ‘‘O Estado pode pagar suas contas. A dificuldade está nos investimentos para crescimento e infra-estrutura.’’
A bancada de oposição na Assembléia Legislativa sustenta que o governo está no meio de uma crise financeira. O líder dos partidos de oposição, Waldyr Pugliesi (PMDB), não cansa de repetir que o governo quer vender a Copel para cobrir rombos de caixa.
A economia pode ser engrossada com a reforma administrativa que o governador pretende anunciar em breve. As mudanças – que passam por fusão de secretarias e enxugamento de núcleos no interior e cargos em comissão – foi uma reivindicação dos deputados aliados. (M.D.)

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