O secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, e a diretora executiva da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), Margaret Shimiti, se manifestaram por meio de uma nota oficial em que negam irregularidades no aluguel do prédio onde funciona hoje a Policlínica. Semana passada, o juízo da 4 Vara Cível de Londrina expediu liminar em que bloqueava os bens de quatro pessoas, entre os quais Margaret e Fernandes, em resposta à ação civil pública de improbidade ingressada dias antes pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
Na ação, o promotor Renato de Lima Castro considerou ilegal o aluguel do prédio pela dispensa de licitação. Pelos autos, o imóvel pertence a uma médica da Autarquia, o que contraria a Lei de Licitações. Além do bloqueio de bens dos envolvidos na transação, Castro pede ainda a devoluação de mais de R$ 137 mil ao erário.
Na nota, os dois dirigentes da AMS explicam que a dispensa é permitida pela legislação vigente, pois se trata ''de um serviço que atende necessidades prioritárias da população, consta no Planejamento e Plano Plurianual da Saúde e tem a devida aprovação do Conselho Municipal da Saúde''. Adiante, a dispensa é justificada ''pelas características e localização do imóvel, pela necessidade de instalar o serviço naquela região da cidade e pela inexistência de outro imóvel com as exigências requeridas''.
Em relação ao aluguel de um imóvel de servidora pública, é argumentado que outros membros da família da médica também assinaram (os quais são todos citados na ação) o contrato de locação, de modo que a profissional ''é servidora municipal que não presta serviços nos quadros próprios do município, pois está lotada em outra instituição de saúde, e que não teve qualquer participação ou influência na contratação do aluguel''.

mockup