Cerca de 1,2 mil servidores municipais da área da Saúde deverão receber em casa nos próximos dias, uma correspondência do secretário da Saúde, Sílvio Fernandes, convocando para o retorno ao trabalho. Os servidores estão paralisados desde o dia 7 em reivindicação à reposição salarial de 21%. Conforme uma nota do Núcleo de Comunicação da Prefeitura, outros 700 trabalhadores do setor estão em atividade normal, em licença ou férias.
Segundo o secretário, a convocação está sendo feita para atender à recomendação administrativa encaminhada dia 17 pelo promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, que determinou à administração e ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), medidas para a normalização do atendimento nas 53 unidades básicas de saúde do município. ''Mesmo antes do início da greve o prefeito Nedson Micheleti já havia recomendado aos servidores que não prejudicassem o atendimento à população e tem insistido na questão. Essa correspondência apenas reforça para o servidor a posição da administração'', afirmou o secretário.
Diz um trecho da carta ''que o não-atendimento às situações clínicas classificadas como não-urgentes estão impossibilitando a realização de ações assistenciais nos campos de prevenção de doenças, detecção de doenças que possam necessitar de avaliações dos setores de vigilância epidemiológica e acompanhamento de doentes crônicos, gerando consequências imprevisíveis ao sistema municipal de saúde, inclusive com riscos de epidemias''. ''Solicito o retorno imediato ao trabalho.''
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, deverá se reunir com os servidores da Saúde na segunda-feira para definir o encaminhamento da recomendação do Ministério Público (MP). ''O MP fez uma recomendação administrativa para a prefeitura e para o sindicato e a prefeitura vai começar a protelar a resolução do problema com o objetivo de forçar o servidor voltar a trabalhar. A orientação do sindicato é que temos uma assembléia que consta que estamos paralisados. Qualquer problema que tivermos com os postos paralisados é de responsabilidade do comando de greve, o que ficou claro pela promotoria, o trabalhador não vai responder por nada. O servidor pode ficar sossegado, pode participar da paralisação e até o presente momento não existe nenhuma ilegalidade em relação a greve'', afirmou. (C.O.)

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