Curitiba - O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, falou ontem pela primeira vez em público como pré-candidato ao governo. O secretário participou da posse do conselheiro Rafael Iatauro, à presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ficinski disse a jornalistas, antes da cerimônia, que vai submeter o seu nome ao crivo do PFL, partido no qual está filiado. ‘‘Ou a cúpula ou vou para casa’’, declarou o secretário, que só aceita ser vice em uma composição.
Ficinski disse que, apesar da impopularidade de Jaime Lerner (PFL), quer o apoio do governador na pavimentação de sua candidatura. O secretário tem até abril –prazo final para desincompatibilizações– para viabilizar seu nome junto ao partido, que busca uma aliança com o PSDB. ‘‘O Jaime ainda vai ser o grande eleitor do Paraná. As pessoas estão chutando o governador como lixo, mas ele não é.’’
Secretário de Lerner desde o início do primeiro mandato, Ficinski disse que a sua principal arma na briga pela sucessão são os prefeitos, ‘‘inclusive os de oposição’’. Ele diz estar recebendo apoio diário. Ontem, trocou abraço na porta do TCE com o prefeito de Fernandes Pinheiro (145 km ao norte de União da Vitória), Elias Loss (PMDB). Ficinski responde por uma das pastas que mais movimentou dinheiro junto às prefeituras – algo em torno de US$ 450 milhões, informou.
Ficinski disse não estar preocupado com Beto Richa (PSDB), Rafael Greca (PFL) ou com Ingo Hubert (PFL), nomes que já foram colocados à disposição de Lerner. ‘‘Se minha candidatura não rolar, termino no governo.’’ O secretário disse que não quer atrapalhar os planos do governador. Por isso, conversou com Lerner antes de se lançar à disputa.

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