O Ministério Público e a Polícia Militar de São Jerônimo da Serra (Região Metropolitana de Londrina) prenderam nesta segunda-feira (4) o secretário de Esportes e Cultura da cidade, Haildo Rodrigues Martins, conhecido como Deda, por possível fraude na emissão de documentos em um cartório do distrito de São João do Pinhal. De acordo com o promotor Danilo Leme, o acusado perdeu o cargo de tabelião em 2014 após ter sido condenado por integrar uma organização criminosa que aplicava golpes em vendas de imóveis de Londrina e região, mas continuava a despachar mesmo destituído da função pública.

A quadrilha foi desbaratada em uma operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). "Ele cumpria a pena em regime aberto. Recebemos denúncias de que estas irregularidades continuavam a acontecer. O MP representou pela detenção preventiva, além de busca e apreensão. A Justiça daqui acolheu o pedido para cumprimento dos mandados", disse Leme. Martins foi preso em casa e encaminhado para a Delegacia de São Jerônimo. "Ainda não foi possível identificar se há outros suspeitos, muito menos se estas pessoas são as mesmas detidas há cinco anos", comentou.

O promotor não descarta a participação de mais suspeitos. Ele adiantou que a apuração apenas começou. "Por enquanto, estamos bem no início. Não sabemos como era o modo de agir dele (Haildo Martins). Apreendemos documentos em branco, celulares, computadores e cartões. Agora, munido deste farto material, terei condições pra delinear a eventual trilha criminosa, como por exemplo se ele atuava de modo aleatório ou oferecia o serviço de tabelião", observou.

Danilo Leme afirmou que o secretário pode responder por falsificação de documento público, falsidade ideológica e exercício funcional ilegal prolongado, além de outros delitos. Procurado pela FOLHA para saber como ficaria a situação de Martins, o prefeito de São Jerônimo da Serra, Ricardo Mello (PPS), informou que "não iria se manifestar porque ainda precisaria se inteirar do caso". As investigações devem ser encerradas em até 10 dias. Depois desta, começa a correr o prazo para oferecimento ou não de denúncia do Ministério Público.

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