Secretário da Fazenda apresenta quadro otimista
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Do total do orçamento previsto para os oito primeiros meses do ano, o governo do Paraná já gastou mais de 61%, o equivalente a R$ 16 bilhões. Em caixa, o superávit primário estadual do segundo quadrimestre é de R$ 2,28 bilhões, de acordo com apresentação feita pelo secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, aos deputados estaduais na sessão plenária de ontem da Assembleia Legislativa do Paraná. Os números otimistas do governo estadual, no entanto, não convenceram a bancada de oposição dos parlamentares, que voltou a criticar a falta de investimentos e a questionar os gastos públicos.
De acordo com Hauly, a receita tributária total do Estado teve acréscimo de 11,65% de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período de 2010. O maior aumento ficou por conta do IPVA, que cresceu 16,29%. Já o ICMS teve acréscimo de 10,36%. O balanço da Fazenda apontou ainda que o governo estadual conseguiu economizar 18% no custeio da máquina pública em função de contratos e convênios firmados pelo governo anterior e que foram cancelados. ''Já é uma outra situação, quando comparado aos quatro primeiros meses do ano. A situação está em equilíbrio. Fizemos uma grande economia nas despesas e melhoramos as receitas, apesar de ainda estar longe do ideal'', avalia o secretário.
Segundo Hauly, um dos focos está sendo a redução de custos na área da telefonia estadual, na qual já foi possível fazer ''economias significativas''. Os gastos com a folha de pagamento, porém, ainda estão acima do que é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal: 62%, quando o máximo é 60%. Um termo de ajuste com o Tribunal de Contas do Estado determina que o Paraná tem oito anos para readequar os gastos com pessoal, reajustando 12,5% ao ano.
O grande comprometimento com a folha de pagamento serviu de base para os questionamentos do deputado Tadeu Veneri (PT), que quis saber como o Estado vai fazer para contratar 2,6 mil policiais prometidos pelo governo ainda para este ano. Outro questionamento foi em relação à Defensoria Pública, que ainda não recebeu investimentos. Hauly garantiu que os compromissos assumidos serão honrados e que os gastos estão dentro da previsão orçamentária.


