Curitiba - O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, deputado Nereu Moura (PMDB), disse ontem que o Poder Legislativo está economizando cerca de R$ 700 mil, que gastaria na compra de computadores e impressoras, graças à doação do banco Itaú.
O banco, que é alvo de investigação de uma das CPIs, doou 150 computadores e 75 impressoras para a Assembléia, que iniciou um processo de informatização. O presidente da CPI que investiga a venda do Banestado ao Itaú, Neivo Beraldin (PDT), não gostou, mas Moura avalia que ''é o mínimo que o Itaú poderia fazer''.
''O banco está devolvendo um pouco do que ganhou nos últimos anos, gerenciando as contas do poder público''. Ao comprar o Banestado por R$ 1,6 bilhão, em outubro de 2000, o Itaú garantiu o direito de manter as contas do poder público por cinco anos. Agora, o governador Roberto Requião (PMDB) quer tirar o monopólio do banco paulista e passar as contas do governo estadual para um banco público, como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal (CEF).
''Eu já falei para o Neivo Beraldin, a CPI que investigue tudo que tiver para investigar'', completou o primeiro-secretário, frisando que a doação não vai afetar os trabalhos da CPI. ''Estamos fazendo uma economia para os cofres públicos, com toda a transparência'', afirmou Moura.
Beraldin queria que os computadores fossem repassados para a rede pública de ensino, mas o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), já avisou que a doação foi aceita pela mesa executiva, e que não vai voltar atrás.

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