Secretário anuncia mudanças em divisões da Polícia Civil
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
Depois de quase um ano nos cargos, o secretário de Segurança Pública, José Tavares, e o delegado-chefe da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, anunciaram ontem a primeira grande reforma nas direções de divisões da Polícia Civil do Estado. Das 13 divisões policiais, oito terão novos delegados. .
Segundo o secretário, o objetivo da reforma é dinamizar as ações da polícia e aumentar a integração entre o policiamento da capital e do interior. Uma das mudanças anunciadas foi a transferência do delegado Adauto Abreu de Oliveira da Divisão de Narcóticos (Dinarc) para a Corregedoria da Polícia Civil.
Adauto assumiu o comando das investigações sobre o incêndio criminoso na Promotoria de Investigações Criminais (PIC), em Curitiba, no ano passado. O atentado ocorreu no dia 29 de dezembro. Com a mexida anunciada por Tavares, a delegada Leila Bertolini passa a dirigir a Dinarc e a presidência do inquérito da PIC. Leila é mulher de Adauto.
O maior problema na área de segurança pública acontece na Região Metropolitana de Curitiba, onde há uma explosão demográfica, mas o interior também tem um peso significativo, observou o secretário. Para Tavares, a polícia precisa ser cada vez mais profissional e ágil.
Tavares garante que a reforma não tem o objetivo de retirar dos postos-chaves da Polícia Civil os delegados nomeados pelo ex-secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, e que foram mantidos no cargo por Tavares. A última grande mudança de delegados foi promovida por Cândido Martins, logo após a passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico pelo Paraná, no primeiro semestre do ano passado. O então secretário foi pressionado a promover uma série de mudanças.
A maioria dos delegados nomeados para os novos cargos já estava dirigindo divisões policiais. O regulamento da Polícia Civil prevê que apenas delegados de primeira classe podem assumir essa função. As mudanças serão acompanhadas de investimentos nas duas polícias, pois a Segurança Pública é o segundo maior orçamento no governo do Estado para 2001, só perdendo para a Educação, lembrou o secretário.
Entre os principais investimentos na polícia previstos para este ano está a conclusão da nova Penitenciária de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). A obra estava paralisada até o fim do ano passado. O novo presídio deve entrar em funcionamento em novembro, com 600 vagas para presos já condenados.
Com o presídio de Piraquara vamos retirar os presos sentenciados das delegacias de polícia, liberando policiais civis para as funções que eles devem desempenhar, afirma Tavares. As delegacias da Região Metropolitana de Curitiba têm atualmente cerca de 1.200 presos. Pelo menos metade deles já foi julgada e condenada.


