Para o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, a liminar obtida ontem não deve atrapalhar uma negociação que, na opinião dele, sequer existe com a Prefeitura. Para o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, entretanto, a medida não só vai dificultar ''qualquer possibilidade futura de conversa'' como ameaçar o pagamento de fornecedores e a prestação de serviços básicos, como a limpeza pública. ''O caminho do Judiciário é o fim do diálogo'', sinalizou.
A ameaça reforça o que já foi dito pelo secretário sobre a inviabilidade de aplicar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da forma como é reivindicado pela categoria ou seja, o suposto impacto de R$ 10 milhões a mais na folha de pagamento. ''O orçamento votado para 2005 avançou só os 10% do índice de inflação. O fato de o PCCS constar como orçamentário não significa que será aplicado, pois trabalhamos com estimativas'', argumentou, para completar: ''Vamos buscar uma alternativa sem traumas. Senão, até setembro, estaremos sem recursos para quitar os fornecedores. Aí, serviços como a própria limpeza pública podem sofrer as consequências''. (J.G.)

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