Curitiba - O secretário especial de Relações Internacionais e Cerimonial, Jacir Bergmann II, aguarda apenas a indicação de um nome por parte do governador Roberto Requião (PMDB) para deixar o cargo que ocupa há cinco anos. Avesso a entrevistas, Bergmann aceitou falar com a FOLHA na manhã de ontem. Confirmou que não permanecerá no governo e que já fez a comunicação verbal a Requião - que teria apenas pedido um tempo para fazer a substituição. ''Resolvi sair para cuidar da minha vida pessoal. Não existe conflito interno. Não tenho problema com outros secretários, até porque minha pasta não me traz contato com eles. A minha relação sempre foi direta com o governador'', explicou.
Bergmann II negou que tenha tido divergências com a primeira-dama Maristela Requião, devido um fax anônimo que teria circulado no Palácio Iguaçu. ''Isso tudo é bobagem. Sempre fui muito amigo do governador. Desempenhei meu papel com dignidade. Vou voltar para minha vida privada, tocar meus negócios. Na vida privada não existe a pressão, a especulação e a patrulha da vida política.''
O secretário lembrou que foi vítima de denúncias dentro do Palácio Iguaçu. Mas argumentou que jamais foi denunciado por corrupção. ''Meus problemas eram pessoais e foram todos resolvidos. Sofri com fofocas dentro do governo e passei por todas elas. Hoje quem me denunciou responde processo judicial. Eu quitei minhas dívidas pessoais que não tinham nada a ver com o governo.''
''Tenho independência para mudar uma situação. Não tenho apego ao cargo. O Poder é algo fascinante. Mas não para mim. Acho que foi uma super experiência. Estou feliz e saindo honestamente. A verdade é que acabou a magia do governo para mim. Isso resume o que eu estou passando agora: passou a magia do primeiro mandato, do primeiro governo.''

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