O secretário de Obras da Prefeitura de Mariluz, Élcio Farias, 36 anos, acusou ontem o prefeito Adelino Gonçalves (PMDB) de ser o mandante das mortes do vice-prefeito Aires Domingues (PPS) e do presidente do diretório municipal do PPS, Carlos Alberto de Carvalho. Os dois foram mortos a tiros no dia 28 de fevereiro.
Em depoimento à Polícia, o secretário disse que o prefeito encomendou a morte porque Carvalho estava preparando um ‘‘dossi꒒ com denúncias que poderiam comprometer o mandato dele. Dois garotos acusam o padre de assédio sexual.
O secretário confirmou denúncia feita pelo advogado dele, Osvaldo Moutinho, de que Gonçalves e o chefe da divisão de obras da prefeitura, Alexandro do Nascimento - também envolvido no crime -, estiveram em Ariquemes (RO) para propor que assumisse ser o mandante.
Élcio Farias confessou que levou o Monza usado no crime até Corumbataí do Sul e entregou ao ex-policial militar, José Lucas Gomes. Preso em Umuarama, Gomes confessou o duplo homicídio e ‘‘entregou’’ o prefeito, mas agora alega ter sido torturado para incriminar o padre. Segundo Farias, o prefeito foi com ele e Nascimento comprar o carro em Maringá.
No final da tarde de ontem, um grupo de pessoas fez uma manifestação em Mariluz em apoio ao prefeito.

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