Secretariado de Requião começa a ganhar forma
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quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Apesar de o governador eleito Roberto Requião (PMDB) estar em viagens nos próximos dias, lideranças do PMDB e dos partidos aliados estão a todo vapor na construção de seu secretariado. A montagem do primeiro escalão contempla basicamente o PMDB, PT e PPS. Quando voltar, em cerca de 15 dias, o peemedebista, que acompanha os desdobramentos por telefone, vai avaliar os nomes cotados durante sua ausência.
Além dos nomes dados como certos o vice Orlando Pessuti na Agricultura, o irmão Maurício Requião na Educação, Caíto Quintana na Casa Civil e Heron Arzua na Fazenda , outros aliados do senador estão sendo acomodados no primeiro escalão. O que circula nos bastidores é que o ex-deputado Renato Adur (PMDB) seria o titular da Secretaria de Governo e Luiz Carlos Romanelli (PMDB) ficaria com a Habitação ou a Sanepar. Adur teria privilégios, segundo fonte da Folha, podendo escolher outro cargo, se não quiser o Governo.
O candidato derrotado Rubens Bueno (PPS) teria sido ventilado para a Saúde. Seus assessores garantem que ele não quer um cargo. A Saúde poderia ainda ser entregue ao PT. Uma possível Secretaria de Emergência Social, a ser criada, ficaria nas mãos de Padre Roque Zimmermann (PT), que também disputou a eleição. O ex-secretário da Agricultura Antonio Poloni (PSDB) poderia chefiar uma Secretaria Especial de Agricultura Familiar.
O candidato derrotado ao Senado pelo PT, Edésio Passos, ficaria com um cargo na Procuradoria Geral do Estado (PGE). O PT tinha reunião marcada para a noite de ontem para discutir a participação da legenda no governo.
Articulação concebida em Londrina tenta viabilizar o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PMDB) para a pasta do Meio Ambiente secretaria que poderia ficar ainda com o PV. Outro que pode ganhar um cargo no primeiro escalão, de acordo com fonte da Folha no PMDB, é Rogério Lorenzetti (PFL), que não conseguiu se eleger deputado estadual.
O governo peemedebista estuda a redução das atuais 17 secretarias, o que será levado em conta nas costuras. Outros nomes que circulam nos bastidores são o do ex-vice-governador Ary Queiroz para a Copel; Mussa José de Assis, Luiz Mussi ou Airton Picetti para Comunicação Social.(Colaborou Cristiane Oya)


