Lula anunciou que seu governo, apesar da crise econômica, priorizará a criação de empregos e o combate à fome, sem descuidar do controle da inflação e da responsabilidade nos gastos públicos. Usando tom cauteloso, reconheceu que não vai resolver problemas ``da noite para o dia`` e disse que é preciso ``austeridade``. Ele advertiu também para a gravidade dos problemas, mas deixou claro que pretende investir com força em programas sociais.
``Mesmo com as restrições orçamentárias, impostas pela difícil situação financeira que vamos herdar, estamos convencidos que, desde o primeiro dia da nova gestão, é possível agir com criatividade e determinação na área social``, discursou.
Lula prometeu criar uma Secretaria de Emergência Social para combater a fome e mobilizar recursos públicos e privados para reativar os setores de construção civil e de obras de saneamento e gerar postos de trabalho. Em contrapartida, o presidente eleito assumiu tom cauteloso, aparentemente destinado a amenizar expectativas, para dizer que há ``carências históricas da população trabalhadora`` que ``não podem ser superadas da noite para o dia``.

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