Curitiba - O atraso na publicação do edital que selecionará as agências de publicidade que prestarão serviços ao governo do Estado fez com que a Secretaria de Estado da Comunicação publicasse uma licitação emergencial para realizar a divulgação de atos do governo Roberto Requião (PMDB). O governo pretendia selecionar as agências já a partir do dia 8 de julho, mas uma liminar obtida pelo ex-secretário de Governo de Jaime Lerner (PFL) José Cid Campêlo Filho acabou anulando o edital.
Com a decisão da Justiça, o governo foi forçado a publicar um novo edital no dia 16 de julho dirigido para dez empresas, que dividiriam o orçamento de R$ 43,5 milhões previstos para a publicidade oficial deste ano. Entretanto, as agências só poderão ser escolhidas a partir do dia 29 de agosto devido ao valor elevado dos recursos a serem gastos.
A solução encontrada pelo governo para anunciar parte de seus atos no período foi a elaboração de uma nova licitação, dessa vez com valores bem menores. O objetivo é contratar uma empresa através de convite, modalidade de licitação que tem prazos bem menores para sua realização, porém limita o valor a ser gasto pela administração estadual a no máximo R$ 80 mil. ''Temos muitos assuntos acumulados que necessitam ter sua divulgação acelerada, por isso elaboramos essa licitação enquanto não recebemos as propostas das agências que disputam a concorrência'', explicou o secretário de Estado da Comunicação, Airton Pisseti.
Se depender de Campêlo, porém, a concorrência para escolher as dez agências que trabalharão para o governo pode ser novamente anulada. O ex-secretário enviou ontem ao Palácio Iguaçu um pedido de explicações sobre pontos do novo edital que ele considerou pouco claros. ''Caso haja irregularidades, iremos entrar com uma nova ação'', prometeu Campêlo.

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