A Secretaria Municipal de Educação contestou os números de adesão do setor à greve do funcionalismo (considerado o dia de ontem), mas admitiu aumento no número de profissionais que participam do movimento.
Segundo a secretária Carmem Baccaro Sposti, das 68 escolas da zona urbana, pelo menos oito paralisaram ontem as atividades. Das 13 unidades da zona urbana, afirma, seis fecharam totalmente na parte da manhã, cinco na parte da tarde, e um estabelecimento abriu parcialmente.
Pelos números da chefe da pasta fica confirmado ao menos o aumento no número de professores que, na comparação com o dia anterior (terça-feira), não compareceram ao trabalho - 216 em greve, ou 93 funcionários a mais.
A secretária garante que aulas não dadas terão de ser repostas - por quem aderiu à paralisação, ou por pessoas que sejam contratadas para isso. ''Temos a obrigação de cumprir no mínimo 200 dias letivos, ou 800 horas/aula, e o governo municipal tem que garantir isso ao aluno. Se não há reposição de eventuais perdas, esse professor vai arcar com as faltas e ficará sujeito a descontos, em caso de decisão judicial'', avisou.
A secretária de Educação garantiu que não há ainda qualquer estudo no sentido de aporte emergencial de funcionários como forma de se evitar prejuízo aos índices mínimos de atendimento. ''Não pensamos nisso ainda, até pela dificuldade de acesso ao prédio da Prefeitura. Além do mais, conto com a possibilidade de os professores não entrarem nessa greve - é um movimento que não está avançando'', avaliou. (J.G.)

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