A ex-secretária de Administração Maria Elisa Paciornik disse ontem que foi ameaçada de morte após a descoberta de grampo telefônico em seu gabinete, em outubro de 1999. Durante seu depoimento à Comissão Especial de Investigações, ela relatou que no dia da descoberta do grampo recebeu um telefonema anônimo em casa. ‘‘Meu filho mais velho atendeu e disseram que já que eu tinha colocado a polícia para descobrir o grampo, eles iriam me matar’’, contou.
No mesmo dia, a casa da mãe da ex-secretária foi invadida por dois homens e pelo menos dois funcionários da Secretaria de Administração também receberam ameaças. ‘‘Pode ser tudo uma grande coincidência, mas tudo isso aconteceu depois que a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) começou a investigar o grampo’’, relatou.
Ela também lembrou que em uma ocasião o então procurador-geral da Justiça, Gilberto Giacóia, disse temer pela segurança da secretária e de seus familiares. ‘‘O doutor Giacóia me disse uma vez que teve que segurar as investigações porque estava temendo pela minha integridade’’. Ela não soube informar o que teria motivado essa manifestação do então procurador-geral.
Os integrantes da comissão discutem agora a possibilidade de convocar o procurador Gilberto Giacóia para prestar depoimento.
Ainda em seu depoimento, Maria Elisa afirmou não saber de onde havia partido a determinação para o grampo e que nunca acusou o ex-secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, de ser o responsável pela escuta. (E.C.)

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