Secretária explica carga horária como professora
Também na sessão de ontem, os vereadores receberam a visita da secretária municipal de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, convidada a prestar esclarecimentos sobre uma denúncia não formal apresentada terça-feira passada à Casa. Na ocasião, Sidney de Souza (PTB) e Flávio Vedoato (PSC) expuseram uma correspondência apócrifa contendo o holerite de março deste ano da secretária, recebido por ela como professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pelo documento, Maria Luiza estaria vinculada à instituição por 40 horas semanais ao mesmo tempo em que estaria à frente do órgão municipal por 30 horas na semana.
Professora do departamento de Serviço Social pela disciplina de Gestão de Política Social, a secretária afirmou que teve o holerite furtado de seu escaninho na UEL. Ela ressalvou que, à época, estaria vinculada à instituição pela carga de 20 horas semanais a mesma que diz adotar desde que assumiu o posto na Prefeitura, em 2001, no primeiro mandato do prefeito Nedson Micheeti (PT). ''Pedi essa redução já em 2001, mas pela Constituição Federal até poderia acumular os cargos'', disse, para emendar: ''A redução de jornada vale por dois anos. Pedi a renovação dela em janeiro deste ano, ao ser nomeada, mas por conta das férias na UEL a carta que enviei ao Recursos Humanos chegou só dia 29'', explicou.
Entretanto, Maria Luiza reconhece ter recebido por 40 horas nos meses de janeiro e fevereiro, mesmo já nomeada por Nedson no primeiro dia do ano. ''Cumpri expediente de manhã e à noite e, na secretaria, das 12 às 18 horas. Trabalhei nos horários previstos'', resumiu.
Pela UEL, uma comissão de sindicância formada no último dia 19 a denúncia chegou à reitoria na véspera vai apurar o furto do holerite e o repasse dele, em xerox e por e-mail, a órgãos da imprensa, a vereadores e a funcionários e professores da universidade. A informação é do assessor de gabinete da reitora Lygia Pupatto, Osmani Costa. Segundo ele, o procedimento administrativo também vai apurar se houve qualquer irregularidade no pagamento de março feito a Maria Luiza, a qual, completou, vai recebe hoje o holerite de abril com o valor de 20 horas estornado à instituição. ''Só não houve a redução nos meses anteriores a março porque o Departamento dela pediu, pois faltavam professores. Ela começou as aulas em 7 de março, mas, como a folha fecha dia 15, não deu tempo de reduzir'', justificou Costa. Conforme o assessor, a comissão também quer descobrir quem utilizou apocrifamente o endereço de e-mail de uma professora para o repasse do material. (J.G.)





