Secretária deverá atuar na área de gestão pública ou orçamento
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sábado, 09 de novembro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
O primeiro compromisso da secretária Municipal de Gestão Pública, Gleisi Hoffmann, como membro da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será uma reunião na próxima terça-feira, dia 12, em Brasília. Na reunião serão definidas as funções dos dez novos integrantes da transição anunciados ontem pelo coordenador da equipe, Antonio Palocci.
''Vou atuar provavelmente em minha área que é gestão pública e orçamento'', disse Gleisi, que além da experiência municipal, exerceu o cargo de secretária de Reestruturação Administrativa do Mato Grosso do Sul.
Apesar de ser a única paranaense a integrar a equipe, Gleisi disse não acreditar em um futuro cargo no governo de Lula. ''No primeiro momento o presidente deixou claro que quem participasse da transição não faria parte do governo'', afirmou a secretária, que deverá se afastar do cargo em Londrina.
''O Palocci oficializou o convite hoje (ontem) e me disse que a equipe trabalharia até meados de dezembro, quando devem ser anunciados os integrantes do governo. Ela vai sair do cargo e vai para Brasília. Talvez alguém assuma a secretaria interinamente'', sugeriu o prefeito Nedson Micheleti (PT), adiantando que Gleisi volta a assumir a secretaria Municipal de Gestão Pública assim que encerrar os trabalhos na equipe de transição.
O indicação de Gleisi para integrar a equipe de transição foi feita pelo presidente estadual do PT, André Vargas, no início da semana. Além da secretária, também foram apontados os seis deputados federais eleitos pelo partido, dentre eles, Paulo Bernardo (PT), marido de Gleisi. O deputado chegou a ter a indicação articulada pelo próprio prefeito, mas não irá trabalhar diretamente na equipe. ''O Lula determinou que ninguém que tivesse mandato fizesse parte da transição'', justificou o deputado.
O diretor do Departamento Estadual de Estudos Sócio-Enonômicos e Rurais do Paraná (Deser-PR), Valter Bianchini, que também foi sondado para integrar a equipe, está aguardando o anúncio oficial na próxima semana. ''Contribuímos com o plano de governo independentemente de estar ou não na equipe de transição'', disse ontem. (Colaborou Maria Duarte)


