Secretária descarta isonomia salarial
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de outubro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
A secretária de Estado da Administração, Maria Marta Lunardon, descartou a possibilidade de isonomia salarial entre os servidores do poder Legislativo e do Executivo, mesmo que o dinheiro para o pagamento venha do mesmo fundo. Isso porque a Assembléia Legislativa, assim como outros poderes, segundo Maria Marta, ''tem outro orçamento, outra realidade''. ''Precisamos discutir dentro da nossa realidade orçamentária. Temos que obedecer a lei'', alegou. Quanto à ameaça dos servidores de pedir na Justiça a isonomia, Maria Marta considera a idéia improvável. A secretária disse também que não há como pensar em reajuste nesse momento e que o máximo que o governo pode fazer é regularizar o abono da progressão por tempo de serviço, que está sendo feito aos poucos.
Maria Marta disse que não foi informada de mobilização nenhuma por parte dos servidores. ''Tenho recebido sempre todos os sindicatos para conversar. Não há motivos para atitudes radicais. Seria até uma insensatez'', afirmou a secretária referindo-se ao indicativo de greve caso não haja negociação depois da mobilização. A secretária alega que quando o governador Roberto Requião (PMDB) assumiu o Estado, ''havia uma dívida com os servidores e que agora a casa está sendo colocada em ordem.'' ''Acho uma injustiça falar de arrocho salarial. Temos atendido as reivindicações na medida do possível'', reclamou.


