O presidente do Conselho Estadual do Trabalho no Paraná, José Daniel Farias, disse ontem em Curitiba que todas as providências estão sendo tomadas pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) para investigar as denúncias feitas pela reitora afastada da Unioeste Liana Fuga de desvios de recursos em convênios do FAT.
Na denúncia-crime feita à Procuradoria da República em Cascavel, Liana incriminou professores, funcionários, pessoas ligadas ao governo e políticos de envolvimento na fraude. Ela declarou que, ao assumir a reitoria, em 1999, teve uma reunião com a chefe regional da Sert, Gema Fontana. ‘‘(Ela) me disse que todos os anos a universidade recebia verbas do FAT e que todos os projetos passavam por ela. Ela sugeriu que poderíamos fazer alguns projetos conjuntos e faturar alguma grana particular.’’
Farias observou que o conselho é responsável pelo repasse das verbas e que outras suspeitas já haviam sido levantadas. ‘‘Temos tomado precauções, mas nosso trabalho fica dificultado pois temos conselhos do Trabalho em 394 (dos 399) municípios do Paranᒒ, ressaltou. ‘‘Mas posso garantir que os recursos destinados para a Região Oeste não serão suspensos para não punir os trabalhadores que não têm culpa com toda essa história.’’
Já o reitor em exercício da Unioeste, Wilson Iscuissati, prometeu entrar na próxima semana com um processo criminal contra Liana por calúnia e difamação, por tê-lo relacionado ao possível esquema de desvio de verba do FAT. Para ele, todas as pessoas que tiveram seus nomes citados pela reitora deveriam tomar a mesma posição. ‘‘Ainda não tive nenhum contato com as outras pessoas, mas acho esse o posicionamento correto e sóbrio. Ela (Liana) que prove na Justiça o que está alegando’’, afirmou. (G.A.)

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