Brasília - O ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, pediu ontem ao líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), prioridade na votação da proposta, já aprovada pela Câmara, que federaliza crimes contra os direitos humanos, um dos pontos da reforma do Judiciário. Miranda fez o pedido durante a cerimônia de comemoração dos 40 anos de criação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH).
O ministro explicou que a federalização pode evitar ''flagrantemente um processo de abafamento e de impunidade'', o que aumentará as garantias de que não haverá arbitrariedade no julgamento de violações de direitos humanos.
Durante palestra, anteontem no seminário ''As Forças Armadas e os Direitos Humanos no Brasil'', realizado no Rio, o ministro da Defesa, José Viegas, foi alvo de críticas de parentes de vítimas da guerrilha do Araguaia. Ao final de sua palestra, Viegas pediu desculpas pela ''falta de êxito'' do governo federal na localização dos corpos dos guerrilheiros desaparecidos no conflito com tropas militares, nos anos 70, no Sul do Pará. Segundo ele, os documentos oficiais relacionados à guerrilha foram destruídos legalmente. Viegas disse que tinha conhecimento da destruição dos documentos antes de assumir o ministério e prometeu empenhar-se na obtenção de nomes dos responsáveis pela ordem.

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