Se tivéssemos seguido Requião, o País estaria quebrado, diz Gleisi
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Catarina Scortecci<br>quipe da Folha 
Curitiba - A presidente do PT no Paraná, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa ontem da política econômica adotada pelo governo federal e atacou abertamente a postura do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), que na última reunião feita entre os membros do primeiro escalão do Executivo fez críticas a declarações do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Desde o início da gestão Lula (PT), o Requião tinha uma visão crítica sobre a política econômica. Mas, se tivéssemos seguido o que ele dizia, hoje o País estaria quebrado. É lógico que o Brasil sente os efeitos da crise, mas é graças à nossa política econômica que vamos ser um dos primeiros a sair dela, afirmou Gleisi.
Em recente visita à Curitiba, Paulo Bernardo confirmou que o governo federal pode ser obrigado a enfiar a faca no orçamento de 2009. Requião, que se coloca contra o corte de investimentos, acredita que a declaração do ministro vai na contramão do que o presidente Lula (PT) pensa sobre o assunto. O governo federal não está cortando investimentos. Ele nem teria como romper com tudo de uma hora para outra, disse Gleisi. Não foi a única crítica rebatida ontem pela petista, que também reclamou da postura do governador em relação ao piso nacional dos professores.
Ao invés do Requião ficar criticando a política econômica, ele deveria explicar porque é contra o piso nacional, atacou ela. Gleisi se refere ao fato do peemedebista ter assinado no último dia 29, junto com outros quatro governadores de Estado, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei federal que definiu, entre outras coisas, redução da jornada de trabalho de professores e valores salariais mínimos para eles. Segundo Requião, o ponto não é a questão salarial porque o Paraná já pagaria um valor maior do que o piso proposto pelo governo federal. O alvo seria a redução da jornada de trabalho, que, segundo ele, obrigaria o Estado a contratar mais professores.
O Estado precisaria contratar mais 6 mil professores, o que a gente acredita que pode ser absorvido pelo orçamento. E ainda que o Paraná pague um valor superior ao piso, a ADI enfraquece a lei federal em outros Estados, onde o salário do professor é inferior ao proposto, argumentou ela. A bancada do PT na Assembléia Legislativa ainda tenta marcar uma reunião com o governador para tentar convencê-lo a retirar sua assinatura da ADI.


